Este espaço foi criado como proposta de atividades do curso de graduação em informática na modalidade EAD, pela Universidade Estadual de Goiás, visto que o conhecimento é sempre uma tradução seguida de uma reconstrução, por isso deve ser colocado no centro das preocupações da formação dos docentes, postaremos aqui conteúdos como respostas de exercícios propostos pela disciplina Didática e Metodologia de Ensino.
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
Os Documentos Oficiais da Educação Brasileira
Iniciando por apontar a importância da implementação dos documentos oficiais para assegurar os direitos e deveres dos envolvidos no processo educacional, faz-se necessário saber que é a partir dos mesmos primeiramente com a elaboração que visa sempre sanar uma problemática e que no caso do Brasil foi combater as taxas elevadas de analfabetismo, de evasão e repetência que levou a imediata implementação de programas educacionais.
Através do contexto dramático que apresentava o quadro brasileiro em termo educacional e econômico na década de 1990 a implementação do Programa do Programa Educação Para Todos com a elaboração do Plano Decenal de Educação Para Todos foi oportuno a outros anteprojetos como a elaboração da Lei de Diretrizes e Bases Nacional LDB, de 1996. Esta Lei passou pelo crivo crítico quanto à universalização da escola pública em todos os níveis e quanto a profissionalização docente.
Foi a partir da LDB que ficou determinado que os Estados e Municípios organizassem diretrizes que orientassem os currículos na forma de garantir uma educação de qualidade e uma formação básica comum a todos, onde partiu a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs – um referencial orientador da prática docente no ensino fundamental do país.
Portanto, a legislação brasileira, na área educacional, apresentou um grande avanço com a promulgação da Constituição de 1988. Assim foi proclamada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, instituída na Lei nº 9.394/96.
Sabendo que é a normatização das Leis que traz um novo olhar para se fazer cumprir tanto no âmbito dos direitos quanto dos deveres, implica mencionar a importância das mesmas para uma nação. Aqui são mencionados apenas as que dizem respeito à educação brasileira, assim analisando o contexto em que se encontrava a realidade da educação do Brasil na década de 90, foi de suma importância as medidas tomadas na elaboração das leis e de novos parâmetros visando a melhoria da educação e do processo ensino e aprendizagem.
As políticas educacionais devem sempre ser prioritárias, entender que é através da educação de qualidade que se forma uma nação e deve ser plano e discurso primordial de todo governo que tem compromisso com a sociedade, porém o que ainda falta é um melhor monitoramento dos recursos disponibilizados para suprir efetivamente as demandas da escola. Estamos caminhando para um processo de democratização e descentralização do poder e será isto que finalmente garantirá o sucesso da educação nacional.
Portanto, entendemos que é a partir da criação e aprovação e estabelecimentos das leis brasileiras que garantem os direitos e deveres dos envolvidos no processo educacional do país, sendo que a aprovação da Lei 9394/96 (LDB) já apresenta uma grande avanço, porém alguns dispositivos da referida lei bem com da CF 1988, precisam ser normatizado nos três níveis dos entes federativos, dentre os quais podemos citar a questão do piso salarial nacional dos professores, e a questão das horas atividades expressas na Lei 11.738/2008, que ainda é motivo de debate no Supremo Tribunal Federal.
O Saber e o Sabor
Sendo a Didática uma atividade humana intelectual de ensino e aprendizagem, cabe ênfase nos termos “ensino e aprendizagem”, pois o “ensino” é considerado o próprio objeto da Didática, tendo como objetivo, o “aprendizado” de determinado conteúdo pelos alunos. Então se justifica os questionamentos em torno do papel da Didática, onde infere as considerações de (Libâneo 1999, p.137.)
Está claro que a didática se ocupa dos processos de ensino e aprendizagem em sua relação com finalidades educativas. O que significa dizer que “o ensino é uma atividade humana que compromete moralmente quem a realiza”, assim como uma prática social, uma vez que “responde a necessidade, funções e determinações que estão para além das intenções e previsões dos atores diretos da mesma”. Além disso, a didática implica processos de relação e comunicação intencional, portanto, intercâmbio de significados que caracterizam a relação entre professor e alunos e destes entre si.
Desta forma a didática pode ser intendida como ação mediadora entre conteúdo e forma, ou teoria e prática, cabendo ao professor pensar sobre o significado de seu papel, sobre a finalidade de sua ação. Compreendendo que a didática seja a ação mediadora entre o ensino e aprendizagem, tal ação não se encerra em uma única forma ou maneira de desempenhá-la, como numa receita instrucional, seguida passo-a-passo, pois cada pessoa carrega consigo algo que lhe é peculiar, claro que uns com mais, outros com menos bagagem, porém diferente se ser, de lidar nesta ação de mediação com o sujeito.
Para desenvolver a prática pedagógica o professor segundo seu perfil, busca para oferecer o que tem de melhor no seu fazer educacional. Os instrumentos são diversos, desde que os objetivos propostos são sejam alcançados visando o aluno como sujeito principal do processo. Ao desenvolver tal atividade pode-se afirmar que este professor possui a didática. Alguns são desafiadores, o que é uma tarefa recomendável, pois aguça a curiosidade do aluno para aprender, outros agem tão respeitosamente com seu alunado que esta postura causa impacto no sujeito, fazendo-o pensar sobre seu comportamento e procurar ser melhor enquanto humano. Há também aqueles que sabem tão bem contornar situações conflituosas que a este se observa não o específico, mas o conjunto completo de sua ação mediadora. Por isso é recomendado sintetizar dentre muitos conhecimentos apenas o que seja útil, o que está integrado com a vida e com a realidade do aluno.
É importante ressaltar que nesta ação mediadora que chamamos de didática, que a única preocupação é o aluno, não o conteúdo, nem o currículo e muito menos o programa, portanto esta ação deve ser voltada para o sujeito. No âmbito da educação diz-se que o segredo está no professor, e ambos professor e aluno, terão uma relação de companheirismo, envolvidos na mesma ação. O professor curioso para descobrir no aluno aquilo que irá ser benéfico para a sua aprendizagem, porque a criança chega à escola equipada, tendo um vasto conhecimento de mundo, expectativas, sonhos e imaginação, necessitando que o professor oriente-o repassando sua experiência e sua criticidade, fazendo com que o aluno acredite para apostar na vida.
Neste entendimento o saber é muito necessário, o qual não viveu, porém o prazer é encontrado quando se experimenta em todos os sentidos. Então a crítica recai sobre a escola do hoje, porque ela tem ensinado apenas teoria, mas não ensina a provar, experimentar, vivenciar, aprender com o real. Desta forma os desafios da escola atual são os mesmos de anos atrás. Portanto, é preciso ensinar a pensar, mas a inteligência só funciona com desafios, e educar não é ensinar respostas prontas, é também lidar com as trans formações, as mudanças rápidas do contexto atual, e isto é um desafio também para os professores na sociedade contemporânea, frente os conhecimentos tecnológicos, colocados como instrumentos pedagógicos, entendendo que a escola seja vista como espaço onde se realiza exercícios de comunicação e se entrelaça numa rede de relações político/econômico/cultural que possibilita as ações humanas e direcione para o entendimento do mundo. Segundo (LIBÂNEO, 2004, P.68-69)
a) Construir para a democratização de saberes socialmente significativo e desenvolvimento de capacidades intelectuais e afetivas, tendo em vista a formação de cidadãos contemporâneos...; b) possibilitar a todos oportunidades de aprender sobre mídias e multimídias e a interagir com elas ...; c) propiciar a construção de conteúdos referentes à comunicação cultural ... d) habilidades no uso dessas tecnologias, as atitudes críticas perante a produção social da comunicação humana e o mundo tecnológico.
Em suma podemos afirmar que no processo educativo criam-se questionamentos sobre a utilização destes recursos, sobretudo na forma efetiva do processo ensino e aprendizagem, porém é importante ressaltar que as tecnologias vieram reafirmando novas formas de adquirir conhecimentos emancipatórios e democratizantes e não podem ser negadas para a sociedade da informação. E que no processo estão relacionadas às atitudes dos professores mencionados na análise do vídeo onde demonstram que suas ideias são didáticas e os critérios adotados por eles foram contextualizados, colocando o aluno como foco principal do processo, valorizando suas experiências e preparando-o para os desafios do mundo contemporâneo.
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