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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Plano de aula

Escola: Escola Estadual  Castelo Branco
Professora: Polonia Barbosa Costa
Disciplina: Língua  Portuguesa
Ano Escolar: 6º A
Período: De 02/05 À 20/05/11
Aulas Previstas: 15 Aulas 



1) CONTEÚDO:  As Classes  de  Palavras;

1.1) TEMA: Substantivos ( todos) e Poemas:


2) OBJETIVO GERAL: Descobrir como são classificadas as palavras e reconhecer um poema por meio da distribuição das estrofes e dos versos em qualquer suporte, analisando as diferenças entre a linguagem em prosa e em verso.

2.1) OBJETIVOS ESPECÍFICOS: * Conhecer as classes de palavras, conceituar e classificar o substantivo, além de identificar o papel dessa classe gramatical na formação do sentido do texto ;
*  Empregar substantivos adequadamente ;
*  Identificar ritmo em um poema e marcar os efeitos sonoros dele decorrentes durante leituras de composições poéticas e empregá-lo em suas produções;
* Relacionar-se com o grupo, em ambiente democrático, apoiando idéias alheias e emitindo opiniões próprias;
*  Produzir textos poéticos de acordo com o tema e as características abordadas.


3) METODOLOGIA: Os conteúdos mencionados anteriormente deverão passar pelos seguintes passos:

1º MOMENTO: Efetivar a introdução oral sobre os temas abordados em sala de aula;

 2º MOMENTO: Realizar uma pesquisa no laboratório de Informática sobre o conceito de substantivo e sua classificação;

3º MOMENTO: Mostar o resultado da pesquisa feita no laboratório de Informática, através da confecção de cartazes em duplas , ressaltando principalmente suas classificações;

4º MOMENTO: Resolver algumas atividades de fixação xerocopiadas, fazendo as correções necessárias;
 
5º MOMENTO: Apresentar  aos alunos alguns poemas que deverão ser vistos no laboratório de Informática , através do Data Show;

6º MOMENTO: Conceber  a leitura compartilhada dos poemas: Asas de Guarda Chuva, A Porta e Poeminha do Contra,  vistos no Data Show;

7º MOMENTO: Permitir que os alunos conheçam a linguagem especial da poesia, com suas metáforas, comparações e outros truques poéticos, assim como os versos, estrofes e as rimas;

8º MOMENTO:  Promover discussão com os alunos à respeito dos assuntos apresentados em cada poema e das características básicas dos mesmos;

9º MOMENTO:  Desenvolver a compreensão oral e escrita dos poemas lidos;

10º MOMENTO:  Solicitar a produção de um poema, abordando suas peculiaridades estudadas;

 11º MOMENTO: Corrigir adequadamente os poemas criados ;

12º MOMENTO: Fazer a reescrita dos  mesmos;

13º MOMENTO: Declamar os poemas na sala de aula.   

  
4) SELEÇÃO DE MATERIAIS:  Estes são os materiais necessários para darem suporte as aulas planejadas:
* Laboratório de Informática;
* Computador e Internet;
* Data Show ( slides dos poemas vistos);
* Livro Didático adotado;
* Livro de Pesquisa;
* Gramática;
* Dicionário;
* Atividades xerocopiadas:
* Cartolinas, pincéis, lápis;
* Professora:
* Alunos.


5) AVALIAÇÃO:  A avaliação acontecerá de forma processual e contínua, onde estarei observando a participação, o envolvimento no trabalho de dupla, a leitura individual e a compartilhada, a realização das atividades solicitadas, as produções textuais, os vistos nos cadernos dos alunos, as dificuldades apresentadas pelos mesmos, enfim levarei em conta todos os passos dos educandos.


6) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  

HTTP:// Portaldoprofessor.mec.gov.br;
Rodella Gabriela, Nigro Flávio e Campos João. A Arte da Palavra.1ª Edição, São Paulo, 2009, Editora AJS.
Matrizes Curriculares. Equipe de Apoio Pedagógico ( COEF).2007. 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Plano de aula

Conteúdo: Orientação Sexual
Tema: Saúde e Equilíbrio
Duração: 5 aulas

Acadêmicos: Enivaldo Alves
                      Maria Waldeny
                      Regina Barbosa

Este trabalho será desenvolvido com os alunos do 4º e 5º do Ensino fundamental, terão como área de abrangência as disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, ciência, Historia, Geografia, Arte, Ensino Religioso e Educação Física e como proposta pedagógica o desenvolvimento do ser humano e sua formação visto que  uma parcela considerável dos alunos vivem uma realidade de desestrutura familiar e necessitam de uma orientação mais direcionada para saber lidar com certos aspectos da vida que muitas das vezes passam despercebidos no planejamento escolar.

OBJETIVO GERAL
Orientar sobre as fases do desenvolvimento do corpo indo de encontro à sexualidade pela necessidade real das experiências vivenciadas no contexto escolar, valorizando o cuidado com o próprio corpo como também a diversidade encontrado nele, identificando e compreendendo os comportamentos favoráveis à saúde e ao equilíbrio em relação ao desenvolvimento do aluno e ainda aos bons hábitos, percebendo a mesma como bem-estar físico, social e psíquico do ser humano e suas relações.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
  •  Levar o aluno a perceber a necessidade de adquirir hábitos de valorização do corpo;
  • Discutir maneiras de percepção do corpo;
  •  Adotar hábitos de auto-cuidado, respeitando as possibilidades e limites do próprio corpo;
  • Respeitar a diversidade de valores, crenças e comportamentos relativos à sexualidade, reconhecendo e respeitando as diferentes formas de atração sexual e o seu direito à expressão, garantida a dignidade do ser humano;
  • Conhecer seu corpo, valorizar e cuidar de sua saúde como condição necessária;
  • Identificar e repensar tabus e preconceitos referentes às diferenças, evitando comportamentos discriminatórios, intolerantes e conflituoso, analisando criticamente os estereótipos refletindo sobre as conseqüências de tais atos ou comportamentos nos indivíduos.
  • Reconhecer como construções culturais as características socialmente atribuídas ao gênero, posicionando-se contra discriminações a eles associadas;


METODOLOGIA
Alguns meios que facilitarão o trabalho realizado com os alunos. São informações variadas, enfocando a educação sexual e a prática da saúde corporal e o respeito à diversidade. Este trabalho esta sendo desenvolvido mediante a constatação de que as diferenças ainda são tidas como um tabu nas escolas, e que por este motivo tem se aumentado o número de adolescentes em conflitos no nosso contexto. 

1º - Momento: Sensibilização com uma mensagem de abertura (A caminhada).
2° - Momento: Palestra com apresentação de slides sobre o tema (Saúde e
Equilíbrio).
3º - Momento: Debate sobre o tema da palestra.
4º - Momento: Pesquisa no laboratório sobre o corpo humano e o órgão
      reprodutor masculino e feminino.
5° - Momento: Vídeo sobre orientação sexual com o Professor Dráuzio Varella
6º - Momento: Espaço para questionamentos sobre o conteúdo do vídeo.
7º - Momento: Produção de textos sobre suas observações e conclusões nas
      atividades realizadas.
8º - Momento: Construção de slide com os alunos no LI da escola.
9º - Momento: Avaliação geral da realização dos trabalhos.

SELEÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS
·      Caixa de questionamentos (Será colocada uma caixa na sala de aula onde os alunos 
    irão depositar suas dúvidas);
·      TV e DVD (sala de vídeo com o documentário oriental sexual)
·      Data show (Slide sobre: Anatomia/fisiologia masculina e feminina, cuidados que 
    devemos ter com o nosso corpo, Auto-estima /valores humanos e doenças 
    sexualmente transmissíveis;
·      Cartolinas, Lápis, pincéis (transpor com  ilustração o favorecimento do estudo deste 
    tema.
·       PC/ internet (Pesquisa no laboratório sobre o corpo humano e o órgão reprodutor 
    masculino e feminino).
·      Câmeras (fotos para montagem de slide  com os alunos).
·      Textos (elaboração de relatórios conclusivos do trabalho realizados).


AVALIAÇÃO
A avaliação será contínua, sob observação da participação dos envolvidos nesta proposta, solicitando comentários orais e escritos dos alunos sobre as aulas desenvolvidas, o debate dos temas, a postura do educador, os materiais didáticos utilizados, metodologia aplicada, o relacionamento da turma e o que ficou de mais importante para cada um. No final será cobrado um questionário com as dúvidas ainda existentes para avaliar as informações quanto às opiniões dos alunos sobre o tema trabalhado ou para retomadas caso seja necessário. 

ANÁLISE DE RESULTADOS

A abordagem deste tema com os alunos busca favorecer a apropriação da diversidade e diferenças, assim como contribui para o fortalecimento da auto-estima e conquista de maior autonomia, dada à importância do corpo na identidade sexual pessoal.


Procuramos planejar as atividades no sentindo de obtermos as excelência com  interação dos alunos para fazerem perguntas e sanaram as suas dúvidas.  Nas atividades propostas há também uma grande preocupação para favorecer o desempenho dos alunos na realização das mesmas. Os objetivos traçados foram reais a fim obtermos sucesso na aplicação das metodologias.


Com esta visão os alunos devem construir imagens, conceitos e valores a respeito da sexualidade do corpo. As idéias e concepções veiculadas pelas diferentes áreas (História, Educação Física, Arte, Ciências, Matemática, Geografia e Português) contribuirão para a construção dessa visão do corpo por meio das leituras, comparações e explicitações das dimensões da diversidade e sexualidade nos conteúdos. Em Geografia e História, foi incluídos conteúdos a respeito de como a sexualidade é vivida em diferentes culturas, em diferentes tempos, em diferentes lugares e como se expressa pelo vestuário, cuidados pessoais, regras, interdições e valorização do comportamento (o hábito presente em algumas culturas de a mulher tomar com roupa, a nudez e a liberdade entre as crianças indígenas brasileiras) permitirão compreender que, apesar de parecer algo tão “natural”, o corpo e os modos de usá-lo, representá-lo e valorizá-lo têm determinações sociais de várias ordens: econômica, política e cultural.


A Educação Física foi privilegiada o uso do corpo e a construção de uma cultura corporal. Em Arte também foi abordado às representações do corpo expressas nas diferentes manifestações artísticas em diversas naturezas e foram trabalhadas também as discriminações, os atributos relacionados à sensibilidade artística costumam ser associadas ao feminino. No caso de dança (balé especialmente) a discriminação dos meninos que se interessam por sua prática é muito evidente e merece ser debatida. Aproveitamos também para destacar alguns aspectos observáveis: o esforço e as sensações de prazer que acompanham a oportunidade de notar e ser notado.



Em Ciências neste trabalho foi abordado o corpo (da criança e do adulto, do homem e da mulher), sua anatomia interna e externa e hábitos de higiene.

Portanto, foram planejadas questões fundamentais, como gostar, respeitar e cuidar do próprio corpo, levando o aluno a perceber a necessidade de adquirir bons hábitos, quebrando tabus e paradigmas colocados na sociedade tanto no aspecto físico como psicológico.

CONCLUSÃO

Se a escola deseja ter uma visão integrada das experiências vividas pelos alunos, deve desenvolver o prazer pelo conhecimento, sendo necessário reconhecer que desempenha um papel importante na educação para uma diversidade sexual ligada à vida, à saúde e ao bem estar e que englobe as diversas dimensões do ser humano.

A visão da diversidade e da sexualidade são fatores importantes para o desenvolvimento da personalidade de qualquer indivíduo, algo que não pode ser negado ou sublimado para que ele tenha uma formação sem medos. Por isso, procura-se mostrar que essas expressões não devem ser recriminadas e sim trabalhadas como algo saudável e natural. Ensinar, finalmente, embora possa passar por informar, por orientar e aconselhar, é mais do que a soma destas partes isoladas. Ensinar no sentido mais amplo significa “formar”, não na acepção de que o aluno seja uma cópia do professor, mas sim, na de que o professor dá ao aluno condições para que cresça interiormente. Esperamos tendo em vista esse que com este pensamento conseguiremos contribuir com todos os envolvidos neste trabalho. Assim, com este trabalho espera-se excelência com total interação dos alunos com o tema abordado, e também pela suma importância, pois os alunos necessitam serem orientados e suas dúvidas esclarecidas.

REFERÊNCIAS
GENTILE, Paola. Revista Nova Escola, p. 22 de abril de 2009.

SUPLICY, Marta. Conversando sobre sexo. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.   
MINISTERIO da Educação – MEC; Secretaria de Educação à Distância – SEED. Esplanada dos Ministérios, Brasília – DF. TVEscola. Orientação Sexual, disco 13: Filhos deste solo, 2005.
HTTP://portaldoprofessor.mec.gov.br
ANEXOS - RECURSOS DIDÁTICOS
Acesse aos links e veja os recursos utilizados.:
Caminhando pelo Bosque:
Corpo Humano: 
Sexualidade: Equilíbrio e Saúde:

Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro

         Entendendo que aprendizagem e processo de construção de conhecimento são fenômenos de natureza complexa e que os diversos saberes na sociedade do conhecimento não estão vinculados às disciplinas concretas, muitas ultrapassam ou se situam em zonas distantes, é o que dificulta ainda mais para o docente, aprisionado em suas gaiolas epistemológicas e disciplinares, perceber e reconstruir nossa prática pedagógica examinando o que acontece nas fronteiras do conhecimento.
Na verdade, enfrentamos tempos incertos e fluidos com ferramentas intelectuais de outras épocas, observando a realidade como se fosse considerada estável, homogenia e determinada. Mas, o que temos visto no cotidiano da vida é que vivemos em um mundo incerto, mutante, complexo, plural e indeterminado, sujeito ao improviso e ao inesperado. Estamos vulneráveis às emergências para as quais não estamos preparados. O despreparo é grande diante de situações complexas, visto que temos dificuldades, seja individual ou coletiva de encontrar soluções compatíveis com a magnitude e a complexidade de muitos dos nossos problemas atuais. Vivemos em um mundo que requer um pensamento complexo, relacional, questionador, transdisciplinar e uma maneira de pensar e de compreender a realidade e que ajude o indivíduo a melhor entender a dinâmica relacional existente nos processos caractezadores da dinâmica da vida.
Para começar a trabalhar, desde cedo a almejada reforma do pensamento, é que Edgar Morin  há 10 anos ofereceu um legado intitulado “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”, documento publicado em diversas línguas e aceito por um grande número de profissionais e educadores de diversos países, não como fórmula secreta de como devemos pensar a educação mas buscar demonstrar algumas lacunas existentes entre o que é educar hoje e como deveria ser a educação do futuro. No seu estudo ele nos afirma que a educação depende da combinação desses saberes o qual deveria ser tratada em toda a sociedade e em toda a cultura.
Em seu primeiro saber intitulado como "Enfrentar as Cegueiras do Conhecimento", o autor busca trabalhar a idéia de erro, porque a ciência sempre buscou afastar o erro de sua concepção, sendo assim tudo aquilo que era considerado como erro devia ser retirado da criação do conhecimento. Segundo Morin "O dever principal da educação é preparar cada um para enfrentar os não saberes com lucidez", ou seja, a necessidade de integrar os erros nas concepções para que o conhecimento consiga avançar. Neste saber o autor foca ainda a ilusão na ótica de que somos iludidos sobre o mundo e sobre nossa realidade, e assim nunca se ensina de fato o que é o conhecimento.
Em seu segundo saber o autor busca trabalhar a idéia de conhecimento pertinente, o qual entra em contraposição com o pensamento de que para aprendermos temos que fragmentar, ou seja, quando mais nos fragmentamos as disciplinas mais o conhecimento consegue avançar. A idéia central deste saber remonta a necessidade de que o todo é mais que a soma das partes temos que "pensar as relação entre o todo e as partes", onde a  educação do futuro busca estimular a inteligência geral e o conhecimento do todo.
O terceiro saber nos direciona a pensar na condição humana, aprendemos que somos só culturais, precisamos reaprender que não nos limitamos apenas a este aspecto, mas também somos naturais, físico, psíquicos, biológico, sociais dentre outros. Neste saber o autor busca demonstrar que necessitamos reaprender nossa própria condição, "ensinar o ser humano: com razão e sensibilidade; razão e emoção", e que o ser humano deveria ser objeto para educação do futuro.
O quarto saber diz respeito à identidade terrena, o qual precisamos ensinar aos nossos alunos a idéia de sustentabilidade com objetivo construir um planeta que seja viável para as futuras gerações, ensinar, portanto, a identidade da terra pátria. A educação do futuro deve estimular o conhecimento do planeta e a forma como devemos nos relacionar com ele, e devemos "salvar a unidade humana e a biodiversidade".
Em seu quinto saber o autor aborda o princípio da incerteza o qual busca se contrapor aos preceitos defendidos pela ciência cartesiana o qual nos direciona a pensar que tudo que é científico faz parte da certeza, desta forma devemos ensinar nas escolas a idéia de incerteza, sendo assim esta incerteza nos levaria ao avanço da cultura, ao avanço do saber. No processo educativo é necessário saber lidar com a incerteza, "compreender a incerteza do real".
O sexto saber o autor enfatiza a necessidade do ensinar a compreender porque se formos analisar como a educação se apresenta atualmente podemos notar que ela prioriza a incompreensão, a incompreensão dos outros, a incompreensão do mundo. A educação do futuro precisa buscar na incompreensão o entendimento e a aceitação para se alcançar a compreensão, evitar o individualismo. Deixar de compreender o outro pelo que ele tem. Devemos deixar de tentar compreender os outros por nossas crenças e valores "tolerar os outros com sua diferença e de forma igualitária".
O seu último saber aborda a ética do gênero humano, ou seja, ensinar a cidadania terrestre, através da democracia e do diálogo. Daí surgiu um termo denominado pelo autor de antro-poética o qual se ancora em três elementos o individuo a sociedade e a espécie.
Os sete Saberes Necessário à Educação do Futuro coloca a nossa disposição vários saberes que poderão ser utilizados no nosso cotidiano escolar. Mas diante disso o que mesmo é preciso mudar? Como podemos contribuir para o enfrentamento de todas essas crises e para a preparação dos cidadãos para o enfrentamento dos novos tempos?  Como humanidade, precisamos de uma reformulação do pensamento como menciona o autor. Precisamos de mentes mais abertas, de escutas mais sensíveis e de corações mais amorosos, mais também de pessoas mais responsáveis e comprometidas com a educação, devendo assim iniciar pelo professor para que possa contagiar os alunos e apresentá-los aos novos horizontes, conduzindo-os a orientação, autonomia e a liberdade. São transformações de natureza profunda e estrutural que envolve o ser, o conhecer, o pensar, o sentir e o agir, não só no que se refere ao conhecimento e à aprendizagem, mas também em relação aos valores, hábitos, atitudes e estilos de vida. Tudo isso implica em uma profunda transformação de consciência, individual e coletiva, a emergência de uma nova consciência capaz de atuar com equilíbrio e maior competência em relação ao viver e conviver humano, dentro da unidade escolar e assim estender para a sociedade.
Assim sendo, Edgar Morin apresenta aqui inspirações que levam o educador a uma reflexão profunda, bem como a repensar seu posicionamento na docência, na relação com os outros discentes, com as grades curriculares, na relação da disciplina e na sua relação com o processo avaliativo, unindo as partes em um todo em uma narrativa de transformação daquelas produzidas em especial para tocar mentes e corações.

sábado, 9 de abril de 2011

Os Documentos Oficiais da Educação Brasileira

Iniciando por apontar a importância da implementação dos documentos oficiais para assegurar os direitos e deveres dos envolvidos no processo educacional, faz-se necessário saber que é a partir dos mesmos primeiramente com a elaboração que visa sempre sanar uma problemática e que no caso do Brasil foi combater as taxas elevadas de analfabetismo, de evasão e repetência que levou a imediata implementação de programas educacionais.

Através do contexto dramático que apresentava o quadro brasileiro em termo educacional e econômico na década de 1990 a implementação do Programa do Programa Educação Para Todos com a elaboração do Plano Decenal de Educação Para Todos foi oportuno a outros anteprojetos como a elaboração da Lei de Diretrizes e Bases Nacional LDB, de 1996. Esta Lei passou pelo crivo crítico quanto à universalização da escola pública em todos os níveis e quanto a profissionalização docente. 

Foi a partir da LDB que ficou determinado que os Estados e Municípios organizassem diretrizes que orientassem os currículos na forma de garantir uma educação de qualidade e uma formação básica comum a todos, onde partiu a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs – um referencial orientador da prática docente no ensino fundamental do país. 
 
Portanto, a legislação brasileira, na área educacional, apresentou um grande avanço com a promulgação da Constituição de 1988. Assim foi proclamada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, instituída na Lei nº 9.394/96.

Sabendo que é a normatização das Leis que traz um novo olhar para se fazer cumprir tanto no âmbito dos direitos quanto dos deveres, implica mencionar a importância das mesmas para uma nação. Aqui são mencionados apenas as que dizem respeito à educação brasileira, assim analisando o contexto em que se encontrava a realidade da educação do Brasil na década de 90, foi de suma importância as medidas tomadas na elaboração das leis e de novos parâmetros visando a melhoria da educação e do processo ensino e aprendizagem.

As políticas educacionais devem sempre ser prioritárias, entender que é através da educação de qualidade que se forma uma nação e deve ser plano e discurso primordial de todo governo que tem compromisso com a sociedade, porém o que ainda falta é um melhor monitoramento dos recursos disponibilizados para suprir efetivamente as demandas da escola. Estamos caminhando para um processo de democratização e descentralização do poder e será isto que finalmente garantirá o sucesso da educação nacional.

Portanto, entendemos que é a partir da criação e aprovação e estabelecimentos das leis brasileiras que garantem os direitos e deveres dos envolvidos no processo educacional do país, sendo que a aprovação da Lei 9394/96 (LDB) já apresenta uma grande avanço, porém alguns dispositivos da referida lei bem com da CF 1988, precisam ser normatizado nos três níveis dos entes federativos, dentre os quais podemos citar a questão do piso salarial nacional dos professores, e a questão das horas atividades expressas na Lei 11.738/2008, que ainda é motivo de debate no Supremo Tribunal Federal.

O Saber e o Sabor

Sendo a Didática uma atividade humana intelectual de ensino e aprendizagem, cabe ênfase nos termos “ensino e aprendizagem”, pois o “ensino” é considerado o próprio objeto da Didática, tendo como objetivo, o “aprendizado” de determinado conteúdo pelos alunos. Então se justifica os questionamentos em torno do papel da Didática, onde infere as considerações de (Libâneo 1999, p.137.)

Está claro que a didática se ocupa dos processos de ensino e aprendizagem em sua relação com finalidades educativas. O que significa dizer que “o ensino é uma atividade humana que compromete moralmente quem a realiza”, assim como uma prática social, uma vez que “responde a necessidade, funções e determinações que estão para além das intenções e previsões dos atores diretos da mesma”. Além disso, a didática implica processos de relação e comunicação intencional, portanto, intercâmbio de significados que caracterizam a relação entre professor e alunos e destes entre si.

Desta forma a didática pode ser intendida como ação mediadora entre conteúdo e forma, ou teoria e prática, cabendo ao professor pensar sobre o significado de seu papel, sobre a finalidade de sua ação. Compreendendo que a didática seja a ação mediadora entre o ensino e aprendizagem, tal ação não se encerra em uma única forma ou maneira de desempenhá-la, como numa receita instrucional, seguida passo-a-passo, pois cada pessoa carrega consigo algo que lhe é peculiar, claro que uns com mais, outros com menos bagagem, porém diferente se ser, de lidar nesta ação de mediação com o sujeito.

Para desenvolver a prática pedagógica o professor segundo seu perfil, busca para oferecer o que tem de melhor no seu fazer educacional. Os instrumentos são diversos, desde que os objetivos propostos são sejam alcançados visando o aluno como sujeito principal do processo. Ao desenvolver tal atividade pode-se afirmar que este professor possui a didática. Alguns são desafiadores, o que é uma tarefa recomendável, pois aguça a curiosidade do aluno para aprender, outros agem tão respeitosamente com seu alunado que esta postura causa impacto no sujeito, fazendo-o pensar sobre seu comportamento e procurar ser melhor enquanto humano. Há também aqueles que sabem tão bem contornar situações conflituosas que a este se observa não o específico, mas o conjunto completo de sua ação mediadora. Por isso é recomendado sintetizar dentre muitos conhecimentos apenas o que seja útil, o que está integrado com a vida e com a realidade do aluno.
É importante ressaltar que nesta ação mediadora que chamamos de didática, que a única preocupação é o aluno, não o conteúdo, nem o currículo e muito menos o programa, portanto esta ação deve ser voltada para o sujeito. No âmbito da educação diz-se que o segredo está no professor, e ambos professor e aluno, terão uma relação de companheirismo, envolvidos na mesma ação. O professor curioso para descobrir no aluno aquilo que irá ser benéfico para a sua aprendizagem, porque a criança chega à escola equipada, tendo um vasto conhecimento de mundo, expectativas, sonhos e imaginação, necessitando que o professor oriente-o repassando sua experiência e sua criticidade, fazendo com que o aluno acredite para apostar na vida.

Neste entendimento o saber é muito necessário, o qual não viveu, porém o prazer é encontrado quando se experimenta em todos os sentidos. Então a crítica recai sobre a escola do hoje, porque ela tem ensinado apenas teoria, mas não ensina a provar, experimentar, vivenciar, aprender com o real. Desta forma os desafios da escola atual são os mesmos de anos atrás. Portanto, é preciso ensinar a pensar, mas a inteligência só funciona com desafios, e educar não é ensinar respostas prontas, é também lidar com as trans formações, as mudanças rápidas do contexto atual, e isto é um desafio também para os professores na sociedade contemporânea, frente os conhecimentos tecnológicos, colocados como instrumentos pedagógicos, entendendo que a escola seja vista como espaço onde se realiza exercícios de comunicação e se entrelaça numa rede de relações político/econômico/cultural que possibilita as ações humanas e direcione para o entendimento do mundo. Segundo (LIBÂNEO, 2004, P.68-69)

a) Construir para a democratização de saberes socialmente significativo e desenvolvimento de capacidades intelectuais e afetivas, tendo em vista a formação de cidadãos contemporâneos...; b) possibilitar a todos oportunidades de aprender sobre mídias e multimídias e a interagir com elas ...; c) propiciar a construção de conteúdos referentes à comunicação cultural ... d) habilidades no uso dessas tecnologias, as atitudes críticas perante a produção social da comunicação humana e o mundo tecnológico.

Em suma podemos afirmar que no processo educativo criam-se questionamentos sobre a utilização destes recursos, sobretudo na forma efetiva do processo ensino e aprendizagem, porém é importante ressaltar que as tecnologias vieram reafirmando novas formas de adquirir conhecimentos emancipatórios e democratizantes e não podem ser negadas para a sociedade da informação. E que no processo estão relacionadas às atitudes dos professores mencionados na análise do vídeo onde demonstram que suas ideias são didáticas e os critérios adotados por eles foram contextualizados, colocando o aluno como foco principal do processo, valorizando suas experiências e preparando-o para os desafios do mundo contemporâneo.